A Polícia Civil da Paraíba iniciou os primeiros procedimentos investigatórios para saber o que causou a morte de uma mulher, após comer uma pizza na cidade de Pombal, no Sertão paraibano. Pelo menos 100 pessoas foram atendidas nas unidades hospitatalares da cidade com sintomas de intoxicação alimentar.
Nesta terça-feira (17), alimentos que estavam armazenados na pizzaria foram coletados e deverão passar por uma perícia laboratorial. O objetivo é descobrir qual substância teria causado a reação que provocou o mal estar nas pessoas.
De acordo com os relatos feitos pelas pessoas atendidas nos hospitais, a carne ou a nata, utilizadas nas pizzas, estariam com um gosto estranho, o que só será confirmado após os exames.
A polícia também confirmou que os donos dos estabelecimentos podem responder por crimes de contra relação de consumo, por vender, expor ou ter em depósito alimentos impróprios para consumo. Se condenados eles podem pegar até cinco anos de prisão.
O caso
A morte de Rayssa Bezerra, de 44 anos, foi confirmada na manhã desta terça-feira (17) após apresentar um quadro de intoxicação alimentar depois de consumir uma pizza em um restaurante da cidade.
A vítima estava internada no Hospital Regional de Pombal desde a segunda-feira (16) e, segundo a unidade de saúde, deu entrada apresentando diarreia, vômitos e dor abdominal e “apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave”.
Os casos de intoxicação alimentar começaram a ser relatados no domingo (15) e até a segunda-feira (16), o total de pessoas que procuraram atendimento médico no Hospital Regional e em uma das unidades de pronto atendimento (UPA) da cidade por conta dos sintomas chegou a 94.
A prefeitura de Pombal confirmou na segunda-feira (16), através de uma nota divulgada à imprensa, que a pizzaria foi interditada e que uma vistoria técnica no local. Materiais e insumos foram coletados e encaminhados para análise tanto da Vigilância Sanitária quanto pela Vigilância Epidemiológica do município.
O caso foi encaminhado para a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que dará continuidade às investigações.
Até o momento da publicação desta matéria, a pizzaria ainda não havia se manifestado sobre o ocorrido.









