O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Cabo Gilberto (PSL), durante entrevista ao Rede Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação nesta quarta-feira (5), afirmou que não há espaço no grupo para quem está no projeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e quer compor aliança com o governador João Azevêdo (Cidadania). A resposta veio as declarações do deputado federal Efraim Filho (DEM) após ele colocar seu nome na disputa ao Senado Federal em 2022 em um possível projeto que una as duas bases na Paraíba.
Cabo Gilberto apontou que para ele não há espaço no palanque do presidente para Efraim Filho. “100% relação cortada para quem é apoiador do governador e o projeto do presidente aqui na Paraíba. Em Brasília a composição é outra e depende dele, claro. Porém, eu posso e respondo por mim. Eu não deixaria ele [Efraim] subir. Quem for apoiador em Brasília, nota 100, quem for apoiador e vim aqui, ficar em cima do muro, sendo apoiador do governador, eu particularmente estou fora”, afirmou.
Questionado se existe a possibilidade de uma coalizão com o PSDB, que em âmbito nacional é oposição ao governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que é oposição a João Azevêdo na Paraíba, o deputado afirmou que a política e cenário são diferentes e que o grupo está aberto para se unir a legenda em um projeto para as eleições majoritárias de 2022.
“Sem dúvidas. Aqui na Paraíba é a política local e sabemos como funciona, lá em Brasília é outra composição. Então nosso grupo político estará unido e o PSDB faz parte dessa oposição no Estado. Eles são bem-vindos em âmbito estadual, obviamente no cenário nacional é outra leitura. Aqui nós sabemos diferenciar os nomes da oposição para lançar uma chapa competitiva”, explicou.
Confira outros pontos da entrevista:
Nome de Romero Rodrigues e Pedro Cunha Lima
“Claro. O importante é unir a oposição, lógico que o nome do ex-prefeito é forte e pode ser ele, ou o do deputado federal Pedro, meu nome também está à disposição. Lembrando, o importante é a união das oposições”.
Bolsonaro na Paraíba em 2022
“O presidente em si transfere muitos votos, aconteceu isso em 2018, não foi forte como em 2020, pelos motivos dele e temos que respeitar. Em 2022 iremos trabalhar para que isso seja diferente, para que ele coloque o bloco na rua e conseguir mais deputados e senadores para ajudar ele em Brasília”.
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