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Que Efraim Filho será candidato ao Senado já é publico, todos sabemos. O atual deputado é líder do Democratas (DEM) na Paraíba e também na Câmara Federal. Ele herdou a política do pai, Efraim Moraes, e desde então, a família sempre se elege para representar a Paraíba.

Efraim foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2006 e, de lá pra cá, reeleito três vezes, estando no quarto mandato. Com ele, o DEM na Paraíba sempre garantia uma vaga, mas agora ela está ameaçada. Com Efraim Filho indo disputar a vaga de senador e sem ser favorito ainda, pois apesar de ter saído na frente pode ter Aguinaldo Ribeiro como concorrente direto, o partido corre risco de não ter um representante.

No ano passado, o Democratas se tornou o terceiro maior partido da Paraíba em número de prefeitos, elegendo 25 no total. Foi um dos que mais cresceu nesse quesito, se comparado a 2016, quando elegeu 17 prefeitos. O DEM elegeu ainda 23 vice prefeitos e 232 vereadores. A liderança nacional que Efraim exerce em Brasília, também inspirou o desempenho do partido na Paraíba.

Porém, em João Pessoa os números vão na contramão das eleições no resto do estado. O partido não conseguiu votação expressiva para o candidato Raoni Mendes, que obteve apenas 15.582 votos. Além disso, o DEM não conseguiu eleger nenhum vereador. Raoni também não havia conseguido se eleger em 2018, quando tentou a vaga na ALPB, ou seja, a representação do partido na capital está comprometida.

Mas em 2022? O Democratas vai seguir o caminho que traçou no estado ou na capital? Alguns nomes já são especulados para concorrer a vaga. O principal é o prefeito de Cabedelo, Victor Hugo, que abriria espaço para Mersinho Lucena ficar com a prefeitura. Mas o prefeito já sinalizou negativamente, a menos que o convençam do contrário. O DEM pode buscar nomes de fora do partido. Hoje, se especula uma negociação com Ruy Carneiro, que pode estar de saída no PSDB.

Um problema para o partido pode ser o fim das coligações, em que os partidos precisam, sozinhos, atingir um número mínimo de votos para garantir uma vaga, sem depender da coligação e de outras silgas. A regra que vigorou em 2020 ainda está sendo debatida no Congresso e pode voltar ao que era antes. O que seria uma derrota para o sistema eleitoral.

Voz da Paraíba